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Mar 08
Mas afinal quem é este gajo? (Parte II)
Vamos acabar com isto que se faz tarde!...
Nasceu a Norte, em Vila pesqueira que não conhece mas que dizem ser linda, de bom peixe (que adora!) e de lindas mulheres (idem, aspas, aspas!).
 Foi um nascimento de BI porque nem família, nem recordações, o ligam ao local.
Ao tempo, um gajo de fraca figura (boche), de ridículo bigodinho, punha a “toque-de-panzer” todos os europeus a marchar em passo-de-ganso! Mau como as cobras este (en)cantador do “uber alles”!
Era o mês “caranguejo”!
(Diria antes “sapateira” que é mais bichinho daquelas águas!)
Cedo emigrou para praias orientais do Índico (daí a tez morena de que já falou).
Ficou apaixonado até hoje! Até sempre!
Trinta anos depois, de regresso à terrinha, mourejou até conseguir ser adoptado pela bela lacobriga e arredores. Sorte a sua!
Deixou com mágoa um grande amor, mas conseguiu outro amor.
(como não houve divórcio pensa que está a viver em pecado mortal: Deuses, sou bígamo (!), amo duas terras com igual ternura – as belas praias algarvias, as belas praias moçambicanas!)
Amigo do amigo! Amigo do amigo do amigo!
(Mas atenção que amigos (dos bons) são poucos!)
Adora os velhos amigos. Daqueles em companhia dos quais “frutou” mangas, maçalas, papaias, bananas... cocos! Futebulou em tardes imensas. Praiou dias a fio.
(E outra bela “fruta” ronga, swaili, shona… que não vem agora para o caso porque a senhora cá da casa está sempre alerta… e há pecados (?) antigos de difícil explicação…).
Também andou caçando “bifas” nos areais da Polana (com elas “jivou” na Boite do Peter’s em noites de Rock, melena caída para atesta oleosa, cigarro malandro ao canto da boca – como nos filmes de terceira categoria made in USA).
(Amigos do peito, são todos aqueles que nos acompanharam na infância e juventude, nos prazeres e desprazeres da vida!)
Senhor de fúrias súbitas que depressa arrefecem (como todas as fúrias súbitas).
Também depressa dá a mão à palmatória quando a asneira aparece dolorosa.
Gargalhada fácil, sonora, por vezes agressora! E, por isso, lágrima chata, também fácil, em casamentos, baptizados e celebrações afins. Em filmes também (tenta por todos meios conter os soluços).
(Dizem: Homem não chora!... Não chora uma porra!)
Por via disso (do choro às vezes convulsivo), agora só apetece comédias e cobóiadas!
Gosta de música. Toda. Com especial inclinação para os bons portugas (felizmente, são tantos… depois falamos nisso), brasucas sambistas (o Roberto Carlos também faz parte da colecção), jazz (do velhinho), ópera todinha, clássica também. Rock, o primevo. Os Blues o encantam.
Ama o Teatro (com um fraquinho especial pelos grandes nomes portugueses: Mário Viegas, Rui de Carvalho, Eunice Muñoz, Raul Solnado
Gosta de filmes. Bons. Daqueles que aquando do “The End” dá para ficar na penumbra da sala com um gostinho enorme cá dentro. Filmes sem pancadarias inúteis.
(Mas curte uma boa coboiada! Ah! O Clint!)
E tem boas lembranças das comédias italianas como já não se fazem hoje em dia. Policiais franceses que desaparecerem dos ecrãs portugas.
(Quanta boa filmografia europeia desapareceu dos nossos ecrãs?)
É leitor compulsivo.
(até a literatura médica que acompanha os medicamentos serve…)
De Desporto o que vier. De preferência: basquete, atletismo e patinagem (a eleita).
(futebol na TV, sem comentadores e ruído de fundo – só o som de uma boa ópera conforme o jogo e a disposição de momento…)
Adora o quintal e respectiva churrasqueira onde reúne com filhos, netos e amigos. Que melhor há na vida que os bons tempos passados aí à volta com o peixe grelhado, as saladas, o bom vinho, as belas febras, o frango à zambeziana, as larachas dos amigos, as recordações do antigamente, o diz-que-diz bem lusitano, a boa anedota? As nossas belas e luminosas tardes algarvias a prolongarem-se noite-a-dentro! E a malta a jiboiar mansamente!
Detesta funerais e velórios.
(e outras cenas tristes, aliás já falamos nisso….)
Promete assumir só um (o obrigatório!), que gostaria se transformasse numa festa de arromba (vide, Baía de Todos os Santos ou Luanda). Com comes e bebes durante dias (uma churrascada à maneira, com muito tinto/branco/palhete) e muita música ao estilo de Nova Orleães, à ida e à vinda da viagem definitiva (se possível, jazz e/ou samba) para a urbanização do eterno repouso (ali para os lados do bairro da Abrótea).
E de morte estamos conversados.
Com música sim… mas quanto mais tarde melhor!
publicado por velhoscotaseafins às 18:55
sinto-me: Bem com toda a gente
música: Ninguém merece do Zeca Pagodinho

A-do-rei!!!! :-))

Beijão, Quim! Como dizemos aqui no Brasil: Tu és muito sangue bom! :-))
Crisálida a 17 de Março de 2008 às 12:08

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