26
Abr 08

Tenho andado por aí de blog em blogs a observar a vidinha da malta.

(e com pouca paciência para continuar com esta conversa com os meus botões...).

É giro o que se vê para além desta janela!

Um mundo de Gente!

Para todos os gostos. Para todos os feitios.

Com verbe para dar e vender. Sem verbe que preste.

Alegres.Tristes. Acusatórios. Deprimentes. Falaciosos. Incisivos. Preocupados. Chatos. Porreiros.

Enfim, Gente!

E, de repente, dou comigo a pensar (sabe-se lá porquê!) no Pessoa e no seu "Poema em linha recta". Em linha recta de facto. Um poema que fala (finalmente!) de Gente verdadeira.

'Ganda porra, Quim!

.............................................

"Nunca conheci quem tivesse levado porrada

Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas

vezes vil,

Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,

Indesculpavelmente sujo,

Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para

tomar banho,

Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,

Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes

das etiquetas,

Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e

arrogante,

Que tenho sofrido enxovalhos e calado,

Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo

ainda;

Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,

Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de

fretes,

Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedindo

emprestado sem pagar,

Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho

agachado

Para fora da possibilidade do soco;

Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas

ridículas,

Eu verifico que não tenho par nisto neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,

Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na

vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana

Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;

Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!

Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.

Quem há neste largo mundo que me confesse que uma

vez foi vil?

Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!

Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,

Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!

E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,

Como posso eu falar com os meus superiores sem

titubear?

Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,

Vil no sentido mesquinho e infame da vileza."

Esta "janela" aberta ao mundo é mesmo um "Poema em linha recta"!

O Fernando é que sabia!

publicado por velhoscotaseafins às 23:07
sinto-me: Literalmente porreiro
música: "A formiga no carreiro" do Zeca

20
Abr 08
Como te chamas? - Pergunta a professora

- "Chibanga" - responde o puto.
- "Estamos em Portugal e não há cá Chibangas, isso era lá em Angola . Daqui
para a frente chamas-te Manuel" -diz a professora.
à tarde Chibanga volta a casa.


- "Correu-te bem o dia Chibanga?" - pergunta a mãe.
- "Já não me chamo Chibanga, mas sim Manuel, porque agora vivo em Portugal."
- "Ah, tu tens vergonha do teu nome, da tua raça e renegas os teus pais!"

A mãe fica danada e enfia-lhe uma galheta bem aviada.


Chega o pai a casa e faz a mesma pergunta
.
- "Correu-te bem o dia Chibanga?"
- "Já não me chamo Chibanga, mas sim Manuel, porque agora vivo em Portugal."
- "Ah, tu tens vergonha do teu nome, da tua raça e renegas os teus pais!"


Chibanga oferece a outra face e leva mais uma galheta.

No dia seguinte quando chega à  escola, a professora reparando nas marcas dos
dedos na cara do miúdo, pergunta:
- "O que é que te aconteceu Manelinho?"
- "Bem professora, ainda não era português há duas horas e fui logo agredido
por dois pretos"
 
  
publicado por velhoscotaseafins às 15:57
sinto-me: lol
tags:

 

Este poema é uma ideia original de José Rios.

(Para conhecerem as regras e objectivos do poema, espreitem aqui!)

Aqui vão somente umas palavras soltas
No meio de um sublime devaneio do momento
Uma paixão.... um amor levado ao vento
O prazer de escrever... exprimir o que alimentas.

E a sexy hot continuou...

Porém, não pronuncies palavras em vão
Palavras que se perdem
No meio da nossa ilusão
Palavras duras que não cedem

A menina maaf continuou...

Palavras que nos unem e criam amizades,
não estamos sós, somos uma multidão.
criamos um mundo próprio e tão nosso...
todos vocês têm lugar no meu coração...

A Miss Bradshaw, continuou....

E o coraçao ,esse,bate leve levemente
Por vezes forte outras demente
Que se perde pelo sofrimento da gente
Que nao cede nem ás palavras nem á paixao....

Et mon ami L'etranger à continué...

...que se respira entre o teu corpo e o meu
alimentáda pelo desejo que em mim sustenho
na ânsia de o libertar, num grito mudo e veloz
que só a ponta dos dedos o poderá ouvir

E a Donzela acrescentou...

Quem dera ser uma carta de amor
para que tentasses ler
nas entrelinhas do meu corpo só e somente
a verdadeira essência do meu ser

E a Complicadinha ofereceu...

Talvez assim ente
o desespero desta
que só a tua presença acalma
pois sem ti o mundo pára, ameaçando ruir...

A Coisas do Coração disse

Nesta noite encarvoada
Grito ao vento quero ser tua!
E no despontar da madrugada
ofereço-te a minha alma nua 

A Jianna diz

O dia acorda, deixa-o acordar
A noite passa a ser recordação
Esquece as palavras, fala com o olhar
Ouve as batidas do meu novo coração

A Bichana continuou

Que estava destroçado até ter levantado a cabeça
Percorri-te com o olhar sedento de amor e vi
Em cada parte do teu corpo
O desejo, a paixão.
Senti-me entrar em erupção!

Um dos de mim, deixou...

Incandescente, como estas palavras,
Que tão somente querem unir Almas...
Seja em desejo ou ódio, dor ou paixão, é amor
O que fica no sorriso, deste poema com mil cores

reticência, ...

São as cores que a tua alma e o teu sorriso emanam,
a dor e o cansaço que na minha acolhem,
são os teus sorrisos o calor do meu sol, as asas da cegonha,
que no calor da tarde ao ninho recolhe.

c911eutopias rabiscou...

És tu que preenches os meus sonhos daltónicos , com paletas de cor
É contigo que falo com o olhar, no mais profundo silencio
numa linguagem que só duas almas em perfeita comunhão entendem
É em ti que me quero perder, apenas para me encontrar .....

Pessoinha suspirou...

Pudera o tempo parar,
Para nos meus braços junto a mim te manter.
E assim jamais voltasse a chorar
A tristeza de te perder!

A Crisálida inspirou-se...

Ter para sempre nossas almas entrelaçadas
Apaixonadas, afinizadas, enamoradas
Construindo só para nós um Conto de Fadas
Para transformar as pedras das nossas estradas
Em jóias muito raras, amorosamente lapidadas

 

E Wicked_Mind deu continuidade...

 

Doces palavras não mais sussurradas

Mil segredos que não mais o são

Beijos, carícias, juras de amor declaradas

Mil telas em branco, pinceladas de paixão

E o Velhos, Cotas & Afins a ver vamos...

Com
Pinceladas de paixão
Meus dedos meus lábios
percorreram
teu corpo ensombrado
húmido
fremente delirante
Desesperados
um no outro
contemplamos o infinito.
O Amor?!

 

 

E agora dou a continuidade à minha querida Maison Thathys 

publicado por velhoscotaseafins às 15:16

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